O pior cão do mundo

domingo, 2 de maio de 2010



Eu pensava que se tratava apenas de mais um filme de cachorro inteligente, como muitos que passam na sessão da tarde. Mas não foi isso o que encontrei.
Marley & eu é um filme sobre o amor. (Eu sei, isso foi brega, mas o amor é brega e todo mundo gosta!) Como esse cachorro chato, bagunceiro, que faz um monte de sujeira e dá um monte de trabalho, se torna cativante. E não é assim que é o amor? Ninguém ama alguém por aquela pessoa ser perfeita, por isso ou por aquilo, como um produto fabricado e escolhida à preferência do cliente. Não. Simplesmente você não explica porque ama, você ama e pronto. Não à toa tem tanta gente que sofre por quem não presta, mas isso já é entrar em outra discussão...
Mas, de qualquer forma, é nisso que está a beleza do sentimento. Nos deparamos com o fofíssimo casal, John e Jennifer, que é o típico casamento perfeito. E se torna mais perfeito por ser realista, e não um conto de fadas. Eles brigam SIM, passam por suas crises SIM. Mas eles se amam, e superam as dificuldades.
É um filme pra rir e chorar, ao mesmo tempo. Um filme que nos faz ver que às vezes traçamos planos nas nossas vidas, como John queria de todo jeito ser repórter, mas por motivos financeiros e por sua família decide escrever artigos, função para a qual recebe mais. E no final descobre que gosta disso. Jennifer, que fez sua vida inteira por planos, larga tudo para cuidar de sua família nascente. Assim como na vida de qualquer pessoa, nem sempre podemos controlar os rumos que ela toma, e às vezes ela se decide por si só. Mas o que fica, de fato, são as coisas que amamos e as boas lembranças.

Você é capaz!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Calma, esse não é um post chato de auto-ajuda(até porque não sou muito fã de auto-ajuda). É apenas uma reflexão minha sobre as nossas capacidades pessoais...
Sabe quando alguém chega pra você e fala: "Desista, você não consegue fazer isso."? Nada me deixa mais com ódio. E ao mesmo tempo triste. às vezes, quando me dizem isso, funciona como um motor que me impusiona a provar que sim, eu sou capaz. Que aquela pessoa é um idiota por fazer isso por você. Mas o que acontece quando você realmente, no fundo, acredita nessa afirmação? É uma externalização dos seus medos. Você pode tomar isso como verdade e... desistir. E nada abaixa mais a auto-estima de uma pessoa do que desistir de algo sem tentar porque acha tão impossível que vença que acha melhor desistir logo e não "perder tempo". E aí se torna um círculo vicioso: essa queda de auto-estima vai gerar novas desistências futuras.
Eu concordo, existem obstáculos que são muito difíceis de mover; mas desistir antes de um númeor considerável de tentativas é que está o erro. Sim, pois ao tentar, mesmo que não se consiga, mas se conseguir um mínimo já te prova ser capaz, já que antes parecia totalmente inalcançável aquele objetivo. Outra coisa: não devemos nunca duvidar da nossa própria capacidade. O ser humano não se conhece totalmente, e todos sabem que muitos em casos de extrema necessidade conseguiram fazer coisas teoricamente impossíveis. E o principal de todos: se você mesmo não se conhece totalmente, como alguem pode ter o direito de dizer que você não pode? Que você é incapaz? Pode ser até que você não consiga, mas não é seu ninguém que vai dizer isso, não. Então, caso você não consiga, se escutar aquele: "Eu avisei!", não tem por que se abalar. Apenas diga que você tentou, mas se não conseguiu aí são outros quinhentos. Que mania de subestimar a capacidade dos outros! E o mais interessante é que, na maioria das vezes, as pessoas falam isso porque não conseguiram ou porque alguém não conseguiu... E se esquece que cada ser humano é único. E que todos tem o direito de lutar para alcançar seus objetivos. E nao olhar pra trás e nunca saber se de fato poderia, e ainda colocar a culpa no destino.

Como tranformar um clichê num grande sucesso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009



Um ano após o filme ser lançado, agora que eu fui assistir "Crepúsculo". Por falta de interesse antes mesmo. Ouvi muito falar do livro na época, e resolvi lê-lo para ver o que tinha de tão bom.
Bem, pelo tempo que eu demorei para ver o filme, deu pra perceber que foi meio decepcionante. Sim, pois, em primeiro lugar, achei a história muito clichê: uma garota(Bella), normal e desengonçada, e que encontra seu príncipe encantado que a acha a coisa mais perfeita do mundo. Não à toa é uma fórmula tão batida, visto que a coisa mais fácil do mundo é encontrar adolescentes de auto-estima baixa e que sonham em encontrar um cara assim. Outro motivo foi que eu nunca me interessei muito por vampiros. E segundo, a história é tão melosa, é um amor tão perfeito, que se torna artificial. Nada como um casal que se ama, mas tenha suas desavenças de vez em quando; é na imperfeição que está a perfeição, o "charme" do negócio.
O filme, por sua vez, achei que vale mais a pena. Afinal, não é uma história ruim; no entanto, acho que devemos perder tempo com livros que de fato tenham algo a nos acrescentar. No filme, temos a história de forma mais ágil. Além disso, a fotografia do filme é ótima, temos imagens belíssimas. Sem falar que é raro vermos uma histórica romântica no cinema sem nenhum cunho apelativo. Tá, eu sei que é idealizado; mas eu sou meio romântica, um pouco de idealização não faz mal a ninguém, desde que você saiba separar da realidade.
No fundo, a história de Stephenie Meyer, a meu ver, fez tanto sucesso por isso: resgatou nas garotas seu lado romântico, o desejo de encontrar um cara que a ame apesar de todos os seus defeitos, e que o ame com todas as suas forças; e, além disso, a leve a novas experiências e aventuras. Que mulher, mesmo a menos romântica, no fundo, não quereria um homem assim pra passar o resto da vida? Que atire a primeira pedra.

Ócio, ócio, ócio!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hoje a postagem é uma justificativa ao título do blog. Estava eu, pesquisando e pensando sobre como hoje em dia o trabalho incansável é considerado um valor inquestionável, e o simples fato de não dedicar um parte do tempo a não fazer nada é considerado vagabundagem, tempo perdido. Ok, eu estava pesquisando para um trabalho da faculdade, faço engenharia de telecomunicações(tudo a ver com o trabalho, eu sei, rs). Mas de fato o tema me interessou. Enfim, voltemos ao assunto.
Por que não fazer nada seria um tempo perdido? É uma forma possível de ocupar o tempo, sim. Afinal, ao passar ao trabalho, um corpo descansado produzirá muito mais e melhor.
Sem falar que muitas das descobertas no campo da filosofia e outras ciências em geral que temos hoje foram feitas por aristocratas que nada faziam da vida. Assim, tinham tempo para discutir sua situação política, o sentido da vida, e até mesmo para para pensar que se os objetos quando soltos vão em direção ao solo, deve haver alguma força atrativa(coisa que para mim é tão óbvia desde que eu nasci, que até eu estudar a gravidade nunca pensei que devia existir uma razão para isso).
Enfim, esse blog vai ser meu ócio criativo. Meu espaço para colocar meus pensamentos, idéias, reflexões e pra postar coisas que eu ache interessante.